kiss.me.

domingo, setembro 13, 2009

o filme era pouco relevante. facilmente esquecível. mas roubou-me um sorriso com este monólogo.

Life. What's life all about?
Love! Love, love, love, love. You want to be in love.

That's right. You want to feel that first kiss again.

Because that's the only real kiss in a relationship, is the first kiss.

All the rest of the kisses are just protocol.

Every other kiss is protocol. Just routine.

"Hey, you was gone, you back."
[kiss]
"Hey, we're having sex."
[kiss]
"Hey, I miss you."
[kiss]
The first kiss is the only real one.

And it always happens in the middle of a conversation.

You don't even know what they're talking about...

"And maybe someday I was thinking about trying to get the..."
[kiss]
Uhh.

The first kiss is always like double Dutch.

You just sitting there like, "When do I get in?"

"Oh, yeah! I'm kissing! I'm kissing, I'm kissing."


[double dutch. foto daqui]

o primeiro beijo ... dispara-se-nos o coração e o estômago centrifuga à 100 a hora. irrepetível. talvez a foto mais bonita que nunca conseguirei tirar. mas eu também sou um animal de rotinas. desde que sentidas :)

espera(nça)

quinta-feira, setembro 10, 2009

"não esperes" começava o bilhete "que sinta sempre um aperto no peito, o medo de te perder. não esperes grandes cenas de ciúmes, gestos aflitivos, noites sem dormir. dou-te o que é meu, as minhas mãos, palavras e sentidos. mas também a calma de quem (agora) sabe os seus limites. não esperes que para chegar até ti tenha de ir tão além de mim que já seja outrem. não esperes que eu seja mais fraca do que sou ou mais forte do que alguma vez irei conseguir ser. não esperes (mais) nada. e eu dou-me (a ti) em tudo." ele pousou-o e sorriu. e disse muito baixinho "também gosto muito de ti"


interjeições

sei que o meu aluno já se safa bem em português quando o ouço dizer "meu Deus" em vez de "mein Gott" quando acha alguma coisa complicada...

a continuação.

quarta-feira, setembro 02, 2009

vês como o tempo passa. ainda ontem era setembro, aquele vento leve que começa a tingir as folhas de vermelho anunciava-se. ainda se sentia o calor do verão e aqui o verão consegue ser mesmo sufocante enquanto que na minha rua sopra de vez em quando o cheiro a mar. ainda ontem era setembro quando pegaste na minha mão e não a querias largar. a minha ainda estava quente mas a tua escaldava. cada lágrima que caía quase se evaporava antes de tocar nela. eu lembro-me. não falei contigo mas senti cada palavra que me disseste em surdina. o teu ritmo cardíaco como código morse. eu lembro-me. quis dizer-te que sim, que também te amava como da primeira vez que te vi. que serias sempre a menina que dormia junto a mim nas noites de verão. lembras-te delas? eu lembro-me. vês como passa o tempo. ainda ontem era verão, ainda ontem era setembro e o setembro já voltou. se fechar os olhos sinto os raios do verão decrescente e o vento a dançar em redor deles. se fechar os olhos sinto a tua mão outra vez na minha, as tuas lágrimas a caírem em cima delas. se fechar os olhos, volto a querer tentar dizer-te, sem conseguir, que nunca te deixarei. estarei sempre contigo. sempre. fecha os olhos. consegues ouvir[-me] o vento?

[nunca vou deixar de ouvir]