crossroads.

sábado, julho 16, 2005

I've got nothing on my mind.
nothing to remember,
nothing to forget,
and I've got nothing to regret
but I'm all tied up on the inside,
and no one knows quite what I've got.
and I know that on the outside,
what I used to be, I'm not, Anymore.

you know I've heard about people like me,
but I never made the connection.
they walk one road to set them free,
and find they've gone the wrong direction.
but there's no need for turning back, '
cause all roads lead to where I stand.
and I believe I'll walk them all,
no matter what I may have planned.

can you remember who I was? Can you still feel it?
can you find my pain? Can you heal it?
and lay your hands upon me now,
and cast this darkness from my soul.
you alone can light my ways,
you alone can make me whole, Once again.

[Crossroads - Don Mclean]


lembras-te do momento em que te falei desta música? mostrei-te o texto e trauteei algumas partes, aquelas frases que se acomodavam como uma luva a diferentes momentos meus... disseste-me que tinhas ficado arrepiado com a forma como a minha voz sussurava as palavras tão minhas de outrem.. ouvimo-la vezes sem fim, de olhos fechados, absortos, ausentes, saudosos, a imaginar nas sombras das memórias futuras um qualquer caminho que se nos cruzasse, uma predeterminada encruzilhada que justapusesse os nossos percursos...
lembras-te de me dizer que havia caminhos planeados ainda antes de nascermos? que a vida, por vezes, nos oferecia, generosamente, coisas cuja existência desconhecíamos?
lembras-te de me pegares na mão, a espalmares contra o teu peito e me fazeres sentir como o pulsar do teu coração acompanhava o compasso da música?
lembras-te da carícia suave, dos teus dedos a afastarem uma madeixa dos meus olhos semicerrados que contemplavam sem ver as milhas já pisadas, o planeado percurso percorrido, as curvas e esquinas, as dobras do caminho nas quais os pés se engasgaram e soluçaram de cansaço?
reparaste quando pedi, cantando baixinho, tão para o meu íntimo que nem eu própria me consegui ouvir, para as tuas mãos me tocarem e me devolverem o brilho de outras eras, de outros usos, desta minha alma?
acenaste, surdamente, que sim e eu abandonei-me à esquecida sensação da unidade de ser eu.
please, play it again Don.

2 comentários:

catarina disse...

quem ficou arrepiada fui eu, pela forma intensa como os teus dedos sussurram as tuas palavras (tão tuas, mesmo que de outrem...). reli o teu texto algumas vezes antes de me atrever a comentar... que te dizer? keep playing, please...

rspiff disse...

A vida tem encruzilhadas estranhas, será que temos mesmo de escolher?

"Lembras-te de me dizer que havia caminhos planeados ainda antes de nascermos?"
Penso muito nisto...eu não acredito no destino, mas ajo como se ele existisse...