tempo.

segunda-feira, outubro 20, 2008

era tempo. de fugir às curvas sombrias do silêncio na minha pele. era tempo. de guardar as memórias, trancadas bem longe do peito. era tempo. do brilho voltar aos olhos, da ternura desgastar a frieza dos dedos, a rigidez dos lábios. era tempo. de voltar a ser terra e voltar a ser ave, tendo tanto raízes como o desígnio da lonjura. era tempo. do fogo, da combustão lenta de tudo o que sobreviveu. ao vento do outono agreste.

foi tempo. da luz da manhã e do voo das gaivotas.

é tempo. de recomeçar.



1 comentários:

Anónimo disse...

recomeçar.

com a luz da manhã e com as gaivotas. sempre.

um abraço.

João
osdiasdasnoites.