e entra setembro e eis que nunca dele saí. e penso em tudo o que te queria ter mostrado, em tudo o que te queria ter dito, e em cada setembro que passa. e penso que passa tão rápido, mas dói ainda tanto, como se cada dia acrescentasse um grama de pressão sobre o meu coração. e já passaram tantos dias. e dói ainda tanto. e tenho um peso tão grande cá dentro. as memórias de tudo o que não te disse. de tudo o que já não pudeste ouvir. fazes-me tanta falta.
Hoje roubei todas as rosas dos jardins / e cheguei ao pé de ti de mãos vazias... [Eugénio de Andrade]