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passaram anos.

e porque há coisas para as quais só encontro as palavras dos outros... passaram anos, poderiam passar séculos... entendo o vosso rosto, passaram anos e ainda nos emocionamos, abrimos os álbuns de décadas passadas e as lágrimas coroam as memórias e os reencontros. há regressos que valem tudo. há regressos sem os quais não haveria passos em frente. há regressos que parecem nem ter nunca envolvido partidas. amigo, não tenho perguntas para fazer-te, basta-me olhar. passaram anos, poderiam ter passado mais anos ainda. poderiam passar séculos. entendo o teu rosto. isso basta-me quando te vejo. para mim, serás sempre o príncipe, a criança que me mostrou as árvores. o tempo não passou, amigo. agora, ao chegares, olho para ti. o teu rosto é igual. agora, ao chegares, sei que nunca partiste. josé luís peixoto beijinhos, meninos, tot ziens & bis bald :)

diálogo. (VI)

a amiga: e por falar nisso, já falaste com ele? ela: não. mas também não quero. está mais do que na hora de virar essa página de vez. a amiga: ainda está aberta? ela: hum ... está com uma beira dobrada. [soube tão bem fazer uma leitura a dois corações das páginas, dos capítulos e dos livros das nossas vidas. dos que lemos num ápice. daqueles em que nos perdemos. dos que se perderam em nós. (e daqueles que querem ser lidos). temos de pôr assim a leitura em dia mais vezes. ]

same time. same place.

passavam a hora de almoço assim, sentadas naqueles degraus. já todos os amigos sabiam onde encontrá-las. 5 dias por semana. same time, same place. preferiam mordiscar maçãs a ir almoçar com os outros. para melhor observarem as pessoas. alimentavam-se das histórias alheias, do que supunham adivinhar num olhar, num gesto. e aquele? combinou com os amigos. mas tem medo que eles não esperem, é sempre o primeiro a chegar. por isso caminha assim, como se receasse que tudo, incluindo os passos que dá, lhe fujam. aquela loira de azul, ali no meio do grupo, tem um fraquinho pelo rapaz de vermelho. mas se o de castanho a abraça... sim, mas repara que quando o de vermelho fala, o olhar dela parece corar e desvia-se para as mãos dele. .. levavam sempre um livro na mochila. abriam-no solenemente, após a primeira trincadela na maçã. duas páginas (ou dois parágrafos depois) uma dizia algo e os olhos da outra fugiam das palavras. pousavam os livros no colo. semi-abertos, com um dedo a marcar a pági...

[intermezzo] (I)

1. um beijo. de parabéns. do tamanho do mundo. para o primeiro homem. da minha vida. o meu pai. só não conseguiu que fosse do benfica. de resto partilhamos as mesmas paixões. e o mesmo temperamento :) 2. yes, we can . acredito. quero acreditar (num mundo melhor). porque tenho pessoas a quem dou beijos do tamanho do mundo. e o mundo tem de começar a valer os beijos que dou. 3. e porque acredito em sonhos. e acredito em pessoas que acreditam em sonhos. e acredito que pessoas que acreditam em sonhos merecem sempre ser felizes. espero que sim. 4. d., és capaz de ser responsável pelo piropo mais surreal. que recebi nos últimos tempos. é bom ler-te de volta, mon ami :) .... o blog segue no seu formato habitual dentro de momentos .....

maiores que o pensamento.

e porque este fim de semana foi por demais pródigo em momentos mágicos, instantes de alegria, gargalhadas e descobertas, cumplicidades e conhecimentos ..... e como não me parece que lhes conseguisse sequer fazer justiça com as minhas palavras, aqui ficam as de outrem.... Mal nos conhecemos Inaugurámos a palavra amigo! Amigo é um sorriso De boca em boca, Um olhar bem limpo, Uma casa, mesmo modesta, que se oferece. Um coração pronto a pulsar Na nossa mão! (Alexandre O'Neill) [eu sei que já vos disse isto ontem mas .... meninos... vocês estão cá dentro ;)]

maior que o pensamento.

Sabe bem ver que mudámos. Que crescemos. Que tomámos decisões. E aceitámos as consequências. E as responsabilidades. Que arriscámos. Que saímos não só do nosso casulo, mas do país, do continente até, à procura de nós próprios. E que, se ainda não achámos tudo o que queríamos, encontrámos, pelo menos, partes de nós que desconhecíamos. No caminho. E sabe bem ver que ainda sorrimos com histórias de directas inenarráveis. De serenatas desafinadas aos vizinhos às 3 da matina. De café fora do prazo de validade para ajudar a concentrar no trabalho (tanto que uma adormeceu e tu saltaste pela janela do teu rés do chão e foste dar a volta ao quarteirão a correr). 7 anos... como o tempo passa. E sabe bem ver que a amizade se mantém, apesar da distância e se calhar cresce com o nosso crescimento, a nossa maturidade. E soube muito bem falar de Deus e de gin tonic, de livros e de spray para mosquitos, do tudo e do nada. E sabe muito mesmo muito bem. ter amigos assim. (eu sei, é pegar no avião e....)