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once upon a December.

far away, long ago glowing dim as an ember, things my heart used to know, things it yearns to remember... and a song someone sings once upon a December os campos estendem-se níveos, alongam-se frios até às fronteiras dos olhares. sabes como os meus pés se afundam neste manto branco? às vezes pareço flutuar em nuvens ... frios, húmidos, pedaços de longos cumulonimbus, fofos e brancos, fugidos ao céu. falta luz, mas tudo me encandeia, deixa-me por momentos fechar os olhos a toda esta imensidão. as palavras voam sem rumo em mim como os bandos de pássaros que enchem esta imóvel gradação de cinzentos de breve e flexível movimento. organizam-se em discursos desconexos, surpreendem em analogias descontextualizadas. gritam e degladiam-se, ecoam ensurdecedoramente. abro de novo os olhos para o vazio, respiro fundo e recomeço a caminhada, sem saber que a maior imensidão, mais despida de vida, vai dentro de mim. "m as ainda não estamos em Dezembro " dizes tu. "o inverno só tem um ...

tu.

"vejo o vento, atiçando a alma das árvores, empurrando nuvens, lavando o céu - mas não o sinto. tu encolhes o pescoço no casaco para te defenderes dele. [...] persigo-te para que o tempo exista. porque andas, e olhas o céu, e o encontras às vezes negro, ou cintilando como um escuro mar de jóias, ou chuvoso, ou ressequido de sol, sei que os dias passam. " mesmo sem te ter (ainda) tocado, faltas-me. persigo-te.... ou ao que de ti vejo, anseio, interpreto nas nuvens de um ou outro céu. nas folhagens claro-escuras de determinada árvore. nos pequenos detalhes que se enrodilham nos meus olhos ao sair de casa. nos pormenores aos quais os meus dedos inquietos não conseguem resistir. nos pseudo-pedaços de ti que tanto me inebriam que fico, por vezes, imóvel, plantada no meio da rua, absurdamente louca e ausente, a pensar-te ali. o vento do qual te escondes, eu acolho. a luz que te encandeia, procuro. sacodes as estrelas das tuas noites insones, e eu colho-as, uma por uma, fecho-as, qu...

crossroads.

I've got nothing on my mind. nothing to remember, nothing to forget, and I've got nothing to regret but I'm all tied up on the inside, and no one knows quite what I've got. and I know that on the outside, what I used to be, I'm not, Anymore. you know I've heard about people like me, but I never made the connection. they walk one road to set them free, and find they've gone the wrong direction. but there's no need for turning back, ' cause all roads lead to where I stand. and I believe I'll walk them all, no matter what I may have planned. can you remember who I was? Can you still feel it? can you find my pain? Can you heal it? and lay your hands upon me now, and cast this darkness from my soul. you alone can light my ways, you alone can make me whole, Once again. [ Crossroads - Don Mclean] lembras-te do momento em que te falei desta música? mostrei-te o texto e trauteei algumas partes, aquelas frases que se acomodavam como uma luva a diferentes ...

estão vazias as mãos ... o coração, os olhos e a alma estão repletos

quando veio, mostrou-me as mãos vazias, as mãos como os meus dias, tão leves e banais. e pediu-me que lhe levasse o medo, eu disse-lhe um segredo: "não partas nunca mais". Pedro Abrunhosa sim, as minhas mãos estão vazias, mas que não seja por isso.... dar não vos posso mais neste momento do que bits and pieces, fragmentos e fatias do que sou, do que vejo e do que sinto... chega? sou novata neste mundo, desculpem o andar trôpego, os passos incertos, uma caídela ocasional, se calhar umas esfoladelas num joelho, é assim que se aprende não?