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sol.dade.

li pouco. escrevi menos. quase não fotografei. trabalhei imenso. senti. vivi.

conto raspar as capas dos livros com a areia da praia. sujar as folhas de rascunho com creme bronzeador. tentar não deixar a máquina cair muitas vezes ao chão.

entro hoje de férias. que período bom para voltar a pensar.

Comentários

A Coração disse…
Boas férias.
Aproveita muito.
acoldzero disse…
ja tinha saudades deste cantinho, e ja me tinha pergunta o que tinha acontecido por aqui para tamanha ausencia. espero que apesar de tudo a "viagem" tenha sido boa e que esta estadia traga coisinhas boas tambem. Férias são propicias ao pensamento. uma pessoa esta desocupada e entao pensa. mas nao faças como eu, que acabo por me perder e pensar demais. beijos* e benvinda de volta
Anónimo disse…
Bom ter notícias tuas! :) Boas férias!
Guinevere disse…
Boas férias... Bons livros... Boas fotos... Bons pensamentos e brilhantes.
Brida disse…
@di
para ti também, menina. e estou a aproveitar :)) bj

@g.
também eu tinha saudades deste meu cantinho e das tuas palavras :) a viagem tem sido boa. tão boa que me têm faltado as palavras. li uma vez uma novela do Thomas Mann (Tonio Kröger), em que o protagonista não conseguia escrever quando o seu coração vivia. acabei por perceber porque lhe acontecia isso :) tenho lido, pensado, (re)começado a escrever...e está a saber tão bem :) espero que as tuas também. beijos e obrigada :)

@m
bom estar de volta :) obrigada, para ti também. bj

@guinevere
têm sido. tem havido :) espero que nas tuas também. bj

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as palavras. (VII)

sozinha no [meu] sossego do quarto sinto as palavras a redemoinhar à minha volta. vou-as apanhando uma a uma, aconchegando-as em ramalhetes simples, o mais simples possível. chamam-me da sala, onde as palavras dos outros me fazem, por momentos, esquecer a ordem das minhas. pego na caneta e só consigo escrever [vazio]. ponho as minhas coisas debaixo do braço e a meio do corredor já as sinto [às palavras], em pézinhos de lã, a voltarem comigo [para mim].

chave.

procuro a chave do baú pelas gavetas da escrivaninha. sempre escondi as coisas que me resguardam nos sítios mais improváveis. tão incertos que nem eu própria lhes encontro o rasto. a calma transforma-se em ânsia. os dedos inquietos amarfanham, abrem, reviram, retorcem. encontro-a no meio de clips coloridos. tão habilmente escondida. ou tão banal(izada) como eles. clic. rodo-a no cadeado. desliza muito mais ligeira do que os meus sentidos. inspiro. das colunas sai a thunder road em repeat mode: you can hide 'neath your covers, and study your pain, make crosses from your lovers, throw roses in the rain . expiro. e abro a tampa. só queria guardar as coisas que me ficaram de ti. o primeiro batimento cardíaco precipitado. a primeira palavra surpreendida. a primeira nudez envergonhada. (as últimas já não me pertencem. as últimas não pertencem a ninguém). ali. num instante fico rodeada de sorrisos amarelecidos e palavras rasgadas. there were ghosts in the eyes, of all the boys you sent a...

feliz.na.vida[d].

e ... eis que este blog também adere à animação versão natalícia lançada pela thunderlady . e só apareço aqui assim, porque a rapunzel diz que é a minha spitting image : um cachecol ou lenço, a máquina sempre por perto. e os livros (conheço pelo menos uma pessoa que acharia que o mundo estava a acabar se eu não tivesse um livro) perguntam vocês? lembram-se de falar não há muito tempo de embrulhos de cantos muito regulares que deixavam adivinhar o que continham? ah pois. hoje já recebi o primeiro. e inesperado. [thanks ;)]. se a imagem pudesse falar desejar-vos-ia felicidade. hoje, amanhã, no natal, no próximo ano. como não pode, desejo-vos eu por escrito :)